sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Quem é Fruto de Quem ?

Caros Amigos(as),

Fico me perguntando todos os dias até onde vai ou até onde deveria ir a ação do Estado na nossa sociedade. Caio na seguinte dúvida: Será que somos frutos do meio ou o meio é que é o nosso fruto ?

Novo período de eleições. Novos e antigos candidatos, promessas para a cura das mais diversas falhas sociais, como se realmente quisessem fazer algo, além de se promover e promover os seus. Alguém ainda acredita ? Será que eles acham que convencem ?

Tudo bem, nós (o coletivo, o povo) é que os escolhemos, não é ? Infelizmente.

Se escolhemos pessoas assim para nos representar (existem exceções), eles são o nosso fruto, não é mesmo ? Podemos dizer que sim. Eles entram e são incapazes de promover poucas ou pequenas mudanças.

Moro em uma cidade do "Grande Rio" de Janeiro chamada Niterói. E vou para o Rio todos os dias e finais de semana. Nossos governantes são caricaturas, a nossa violência está desenfreada, não temos segurança, saúde e nem educação. Tudo isso é uma piada, mas que ninguém ri.

Logo em seguida me vem uma questão: O que fazemos para mudar ? Apenas votamos ? Se boa parte da população anula o voto e outra boa parte é comprada (por sacos de cimento, refeições, alguns litros de combustível) ou beneficiada, o que se espera dessas pessoas que elegemos ?

Eu não espero mais nada.

Sendo assim, o que podemos fazer para mudar ? Muita coisa.

A partir do momento que relaxamos com o Estado, ele relaxa conosco. Se ele se omite em alguma coisa e ninguém reclama, a omissão se torna uma premissa. Se relaxamos com o Estado, então é justo não termos segurança, saúde, educação, mais lazer, concordam ? Ou um povo que relaxa com as ações dos seus representantes quer de verdade alguma dessas coisas básicas ? Quer mais é carnaval, cerveja e futebol.

Se não tivermos coragem de cobrar com vontade, não teremos nenhuma melhora fácil. Não podemos esperar que alguém, além de nós mesmos alguma imposição para melhora. Temos que reclamar, nos unir, usar o poder de consumo que temos para definir tendências, fazer manifestações, fugir da comodidade. Não há Estado que resista ao poder que temos (e que não sabemos que temos, talvez).

Por que os países da Europa e da América do Norte, além de Japão, Austrália e alguns outros, são mais evoluídos no aspecto "sociedade" ? Porque lá o cidadão controla, reclama, briga ao menor sinal de desrespeito e omissão dos seus representantes.

É claro que pode surgir alguém sério e revolucionar alguma coisa. Mas ainda estamos falando de Brasil, não é mesmo ?

Eu já tomei a minha decisão. Eu vou brigar pra mudar, nem que me chamem de maluco, revoltado e grosso.

E você ?

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